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Na Rota do Azulejo


Os alunos do 2.º ano dos cursos Técnico de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade (TCMRPP) e Técnico de Turismo (TT), da Escola Profissional de Setúbal, realizaram uma visita de estudo ao património azulejar de Setúbal, que abrange os séculos XVII ao XX. Durante a visita os alunos tiveram a oportunidade de conhecer e estudar de perto as obras de arte em azulejo que decoram diversos edifícios da cidade, revelando a riqueza e diversidade do património cultural setubalense.

Guiados por uma especialista na história da azulejaria, os alunos visitaram igrejas, edifícios particulares e edifícios públicos onde puderam observar azulejos de diferentes estilos e épocas, desde os azulejos de influência mourisca do século XVII até às peças mais modernas do século XX. Os alunos também tiveram a oportunidade de aprender sobre a técnica de produção de azulejos, a sua importância na arte e na história de Portugal, bem como a sua evolução ao longo dos séculos.

A visita de estudo ao património azulejar de Setúbal permitiu aos alunos da disciplina de História da Cultura e das Artes uma experiência enriquecedora e educativa, contribuindo para o seu conhecimento e apreciação da arte em azulejo, que é uma das marcas distintivas da cultura portuguesa.

   


Os azulejos do século XX que tinham publicidade às lojas eram uma forma de comunicação visual bastante comum em Portugal durante esse período. Muitos estabelecimentos comerciais, especialmente nas áreas urbanas, utilizavam azulejos para anunciarem os seus produtos e serviços.

Estes azulejos eram geralmente colocados na fachada do edifício, criando um impacto visual duradouro e atraente para os transeuntes. As mensagens publicitárias eram muitas vezes simples e diretas, incluindo o nome da loja, o tipo de produtos que vendiam e eventuais promoções ou descontos.

Alguns azulejos publicitários mais conhecidos incluem os das antigas lojas de mercearia, padarias, tabacarias e drogarias. Estes azulejos eram muitas vezes em tons de azul e branco, seguindo a tradição da azulejaria portuguesa.

Hoje em dia, estes azulejos são considerados património cultural e são muitas vezes preservados e restaurados em edifícios antigos. São também objeto de coleção para os entusiastas da azulejaria e da publicidade vintage.

  

 

Após o terramoto de 1755 em Lisboa, muitos edifícios foram reconstruídos e decorados com azulejos representando santos protetores. Esta prática era comum na época, pois a população procurava proteção divina contra futuros desastres naturais. Os azulejos com santos como São Vicente, Santo António, Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião eram frequentemente utilizados para adornar fachadas de igrejas, capelas e edifícios públicos e particulares.

Estes azulejos serviam não apenas como elementos decorativos, mas também como forma de expressão da devoção religiosa da época. Eram vistos como uma maneira de pedir a intercessão divina e garantir a proteção das construções contra catástrofes e desgraças.

A presença de santos em azulejos nos edifícios de Setúbal não só serve como uma forma de homenagear as vítimas do terramoto de 1755, mas também representa a importância da fé e da proteção divina na vida dos habitantes da nossa cidade.




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